Facebook, adeus?

A Internet, em pouco tempo e de uma forma constante, chegou praticamente ao mundo inteiro. Com o desenvolvimento dos dispositivos móveis a comunicação tornou-se ainda mais imediata. Actualmente existem cerca de 1 164 400 websites, e este número altera-se ao segundo, tal como se pode perceber nas estatísticas “em directo” da Internet (aqui). Os emails são já considerados um registo formal de troca de informação, mesmo ao nível corporativo. Os big 5 estão intrinsecamente ligados às relações sociais, ao ponto de se tornarem indistinguíveis. O número de smartphones comercializados ultrapassa muito o número de computadores, o que significa que a Internet é ainda mais “portátil” e os utilizadores podem aceder a qualquer momento, e de qualquer parte do mundo, a todo o tipo de informações (como se pode perceber aqui).

A globalização e aproximação de culturas é crescente e a política, economia e a sociedade sofreram alterações profundas. Estas alterações estão enraizadas, especialmente nas faixas etárias mais jovens. É difícil conceber actualmente um mundo sem Internet. Seria possível recuar nos desenvolvimentos tecnológicos e manter a ordem e a organização como a conhecemos? Quais seriam as consequências para a sociedade? E para as relações públicas?

Os profissionais de RP têm por base da sua profissão a comunicação de organizações. Contudo, sem Internet, toda a estrutura económica seria alterada. Com a Internet criaram-se os mercados online, sites de compra venda e troca de produtos e serviços, tais como o e-bay e semelhantes. Criaram-se e alteraram-se profissões e cargos de trabalho, tanto ao nível das marcas de computadores e dispositivos, como todo o mercado de produção e comercialização e manutenção de peças e componentes, como ao nível de apoio ao cliente e de oferta de serviços com base na Internet. As bases de dados e estruturas empresariais estão enraizadas na Internet (mais informações aqui).  O trabalho a partir de casa tornou-se uma realidade, e mesmo a definição de horário de trabalho foi estendida, sendo que os profissionais se sentem na obrigação de levar o seu trabalho para casa e estabelecer contactos permanentemente.

Sem Internet, a economia sofreria um retrocesso de dimensões incalculáveis. Centenas de postos de trabalho e avanços nos mais diversos sectores nunca seriam possíveis. As relações públicas estariam ainda intimamente ligadas às relações com os media, e os seus desafios e oportunidades seriam totalmente diferentes (o impacto da Internet da actividade pode ser melhor compreendido aqui.)

O contacto instantâneo e o fim da barreira espacial veio também alterar a comunicação no âmbito da diplomacia e das relações internacionais. Um acontecimento marcante e possivelmente impactante nas relações governamentais é transmitido no momento em que está a decorrer. O controlo do seu impacto e das suas consequências é mais complicado e todo este mecanismo influencia e é influenciado pelas decisões governamentais e legislativas. A própria gestão de imagem dos líderes tem actualmente contornos diferentes, e os social media desempenham um papel fulcral neste sentido. O exemplo dos tweeters de Donald Trump é um espelho do impacto da actividade online na política. Para as relações públicas no âmbito da diplomacia importa não só compreender o contexto nacional, mas comunicar para os públicos nacionais, governos internacionais e restantes países. No fundo, os públicos de todo o mundo, em tempo real.

Ao nível da sociedade, não só as formas tradicionais de comunicação e socialização foram afectadas, como também o quotidiano das pessoas. Para além da comunicação ser quase na sua totalidade mediada pela Internet (ainda que de diferentes formas), e da imprensa e comunicação social estarem a passar para o mundo online também as séries, filmes músicas, livros e praticamente todo o conhecimento estão à distância de um clique gratuito. Para além do ensino e da cultura estarem já adaptados ao contexto da transmissão quase instantânea da informação, também as aplicações se desenvolveram no sentido de facilitar e controlar o dia-a-dia e as mais diversas tarefas. É possível sincronizar tudo com qualquer dispositivo. Os mais pequenos apontamentos diários estão actualmente ligados a um smartphone ou um tablet. A grande parte da sociedade com acesso a Internet e dispositivos móveis não consegue imaginar um mundo sem Internet.

Para as relações públicas o cenário é semelhante. Não só as organizações e as agências de comunicação direccionam a sua acção para a vertente online, como os mais diversos públicos consideram os motores de busca e as social media a principal e quase única fonte de informação. Os hábitos gostos interesses e opiniões de todos os públicos estão expostos. A própria ética profissional foi afectada pelo aparecimento dos fóruns e de todas as social media que colocaram a opinião e necessidades dos utilizadores no centro da acção das relações públicas surgindo a necessidade do bem-comum e da cidadania corporativa. Um mundo sem Internet não seria um mundo sem relações públicas. Mas não seria nem o mesmo mundo, nem seriam as mesmas relações.

To do?

Entender as mudanças trazidas pela Internet;

Utilizar as vantagens e as ferramentas online;

Conciliar com as ferramentas offline e potenciar o cumprimento dos objectivos.

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