Social Media: O que mudou nos últimos anos

Ao longo dos últimos anos foram vários os desenvolvimentos tecnológicos que causaram um impacto enorme na sociedade. O ritmo de aparecimento e desenvolvimento da tecnologia ultrapassou qualquer outro período histórico, e as alterações dos ambientes digitais influenciaram e moldaram importantes aspectos da vida politica, económica e social (tema abordado no post: Facebook, adeus? )

Os social media alteraram-se completamente e apareceram numerosas aplicações e plataformas (como se pode observar na timeline  da Clarity). Como consequência, o paradigma mediático como o conhecíamos também já não é o mesmo.

O Google e os motores de busca, bem como as “WIKI”, são actualmente a grande fonte de informação, substituindo a imprensa e revolucionado o ecossistema mediático. O aparecimento da Internet e o desenvolvimento das tecnologias, o acesso cada vez maior à informação, não só a partir do computador fixo, mas principalmente através de todos os dispositivos móveis, provocaram alterações mediáticas profundas.

Uma vez que a informação se tornou gratuita e instantânea, a imprensa está em declínio. Não só pela perda do leitores e consequente quebra nas receitas da publicidade, mas também pelo facto dos utilizadores das social media se transformarem também em em “editores” e jornalista em constante directo. Qualquer pessoa pode publicar as notícias no momento do seu acontecimento, para toda a internet, antecipando-se à imprensa. Contudo “Após um início retardado confesso, os jornais estão a tornar-se melhores no reencaminhamento dos seus leitores para as suas ofertas onlines. Os seus leitores como um todo não estão a desaparecer” (excerto do survey “Among the audience”). A imprensa está então a adaptar-se ao domínio dos social media e das publicações online,  mas também a marcar presença nos social media, e a adaptar-se aos novos tempos de resposta e ao novo ciclo de vida das notícias.

A rádio, contudo, é um exemplo de um media que renasceu com o aparecimento e adaptação às social media. Os podcasts e a presença no facebook, instagram, etc, deram uma imagem à rádio. Para além dos programas, também os locutores se transformaram numa entidade e sinónimo da marca da rádio, muito mais atractiva.  Esta revolução não significa o fim da rádio como a conhecemos, mas apenas mais uma das suas adaptações. Com a televisão a rádio migrou para o carro. E com as social media a rádio migra para a Internet!

Mas estas alterações no paradigma mediático foram consequência directa das transformações que ocorreram na internet e ao nível das chamadas redes sociais, que são, na verdade, social media (no sentido em que permitem uma comunicação bidireccional a larga escala). Os blogs foram o início dos diálogos online. Os chats e os fóruns deram início à voz de todos pela voz de um. E com a web 2.0 o número de páginas criadas por dia, e por segundo, aumenta diariamente. Cada social media conta com as suas características próprias, e com o seu público associado ao seu fim. E em conjunto tornaram-se na ferramenta mais importante e eficiente de contacto e comunicação com os stakeholders, substituindo a publicidade e a televisão e as ferramentas offline.

As consequências: Mudaram-se completamente os fluxos de influência. Actualmente são as pessoas que definem a agenda mediática. Literalmente todas as pessoas que detenham acesso à Internet. A publicidade continua a desempenhar um papel de extrema importância para a divulgação de produtos e serviços, mas as recomendações espontâneas pelos pares são o factor decisivo final. Para transmitir uma mensagem a larga escala não importa só pensar no receptor final, mas sim no conjunto de interlocutores que podem tanto contribuir para a divulgação da mensagem, mas igualmente bloquear a passagem de informação. E o que não existe online, não existe de todo.

E para as Relações Públicas? As estratégias de comunicação devem ser planeadas, mais bem pensadas, coordenadas, mas acima de tudo mais flexíveis. Devem ser capazes de se adaptar aos públicos e ao meio e canal onde são divulgadas, e ter um timing de resposta muito mais rápido do que se esperava antigamente. Tudo o que é publicado na Internet não pode ser retirado e está sujeito ao escrutínio e comentários do público (cada vez mais instruído e pouco susceptível a campanhas de persuasão, ou publicidade enganosa). Assim, a divulgação antes praticada, transforma-se num diálogo constante, onde o desempenho da organização é avaliado, e afecta directamente a sua reputação. Mas acima de tudo, o principal factor de influência centra-se nos utilizadores, e todos os sinais de aprovação ou critica que partilham, sejam comentários, likes, visualizações, críticas, discussões, ou qualquer outra funcionalidade dos social media. A reputação da organização depende, hoje, de um coro múltiplo, vasto e abrangente de indivíduos espalhados que expressam a sua opinião e se transformam em produtores de conteúdos.

To do?

  • Manter uma voz coerente transversal a todos os social media;
  • Auscultar e responder de forma humana mas profissional às publicações e necessidades de todos os utilizadores;
  •  Aproveitar as questões pertinentes da actualidade e os acontecimentos mais recentes e adaptar a comunicação de forma instantânea.
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