Tácticas, tácticas e depois tácticas

Em Relações Públicas, na procura de um método comum a todos os profissionais e resistente a todos os problemas, surgiu o Plano de Comunicação em 4 etapas. Todos sabem que antes de pensar em tácticas é necessário pensar na estratégia, nos objectivos, com base numa investigação sólida e completa, analisada e estudada. Mas para quê? Para desenvolver tácticas, tácticas e mais tácticas.  Mas para quê tantas tácticas e acções?

O mundo do desporto, antes do universo da comunicação, descobriu e “magia” das tácticas. 4-2-4, o esquema original, era apenas um meio para atingir o objectivo final: marcar golos. Com a evolução do pensamento estratégico, e com a noção de que o objectivo deve ser também a defesa, surgiram muitas outras tácticas, que são a essência do jogo em campo. Os jogos de futebol que movem milhares de pessoas e milhões de euros são nada mais nada menos do que um conjunto de tácticas.

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Por falar em jogos, para que as tácticas resultem é preciso uma boa dose de sorte. É preciso sorte para que os adversários não conheçam a táctica, para que não surjam problemas inesperados, e acima de tudo muita sorte para que os objectivos sejam atingidos. Ou será que há algo mais que apenas sorte?

A coca-cola, num golpe de mestria, reagiu ao nascimento do bebe real no Twitter com um post em que propõem um brinde, com as garrafas identificadas com os nomes dos pais. Uma táctica com um timing impecável, que se juntou a um movimento de reacção a este acontecimento.

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Numa outra jogada de vencedor, a Kit-Kat aproveitou o lançamento do iPhone 6 plus e a sua flexibilidade para jogar com o #break, já associado aos chocolates em campanhas anteriores. Um post brincalhão que reforçou o seu posicionamento e aumentou a visibilidade nos social media, associando-se a um tópico “quente”.

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Tácticas giras, divertidas, e aparentemente simples e isoladas, que parecem ter resultado bem por um acaso do destino. Mas será que é apenas isso?

A coca cola desenvolveu os nomes nas garrafas como parte integrante de uma estratégia pensada a curto e longo prazo. A campanha da pausa com Kit-Kat foi desenvolvida durante um determinado período de tempo, e resultou de objectivos claros, inseridos numa estratégia de comunicação suportada por um investigação da envolvente interna e externa. O trocadilho com #break e bend foi potenciado por uma equipa de comunicação atenta às novidades da sociedade, bem como o brinde ao bebe real, postura assumida também na estratégia.

No fundo, uma estratégia é apenas um conjunto de tácticas, e são elas que passam para o público e garantem o cumprimento dos objectivos.  E no caso de algo correr mal ou fora do planeado, são desenvolvidas mais tácticas para combater os problemas. Tácticas tácticas e depois disso, mais tácticas. Contudo, um conjunto de acções que em nada se relacionam, passam mensagens diferentes e apelam a valores contraditórios não são eficientes. Desta forma, o pensamento estratégico prova-se mais uma vez crucial, mesmo nos momentos em que actos isolados de genialidade parecem resultar de forma espontânea e natural.

To do:

Desenvolver uma estratégia pensada e constante;

Apostar num conjunto de tácticas eficientes;

Olear a equipa de comunicação para resposta imediata a oportunidades comunicacionais;

Para tal auscultar constantemente as novidades e desenvolvimentos a um nível global.

 

 

 

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