Consumir de preferência até 1912

Em RP, não nos adaptamos constantemente só aos públicos, mas acompanhamos as tendências de comunicação. E assim, lentamente, ou nem tanto, várias das ferramentas que utilizamos vão ficando desactualizadas.

Se por um lado as tecnologias da informação ocuparam um lugar central na sociedade, e o jornalismo e a profissão de jornalista e a imprensa como a conhecemos estão a mudar, e as práticas mais comuns a cair em desuso, também a  forma como os profissionais de RP  comunicam com os media se alteram ao longo do tempo.

Não só a revista e o jornal impressos estão a desaparecer e a perder leitores para o contexto online, como deixou de fazer sentido para os profissionais de comunicação enviar documentos escritos ou convocar alguns jornalistas para uma sala preparada para dar uma notícia.

Não só os jornalistas deixaram de ter um tempo de resposta aos acontecimentos de 24 horas, ou limitado ao tempo de fecho de redacção e passaram a comunicar e relatar os acontecimentos ao minuto, como os profissionais de RP passaram a utilizar os social media já quase em substituição ao e-mail, para passar as suas mensagens.

Não só os jornalistas deixaram de ser “leais” a um RP, e utilizam as mais variadas fontes de informação, como os profissionais de RP criam as suas bases de dados dependendo  do contexto, e alteram frequentemente os meios e os jornalistas dependendo do tipo de informação que necessitam ver publicada.

Não só o número de jornalistas e meios aumentou exponencialmente, mas também o número de profissionais de RP, o que faz com que os critérios de selecção de informação que vai ser lida, antes de chegar ao lixo assentam na criatividade e impacto na forma de entrega.

Por todas estas razões e mais algumas, os press releases já passaram de prazo. Se em tempos foi novidade e prática correcta adaptar o texto aos jornalistas para criar uma ligação entre os dois campos de acção e tentar influenciar o jornalista a publicar determinadas informações ou notícias, hoje em dia é apenas ingénuo. Não basta escrever bem, importa acima de tudo inovar, marcar a diferença, e causar um impacto grande o suficiente para evitar a reciclagem antes sequer do press release ter sido aberto.

TO DO:

  • Seleccionar criteriosamente a informação a enviar aos jornalistas;
  • Reduzir essa mesma informação ao essencial;
  • Pensar em formas de entrega da informação o mais criativas possível;
  • Passar a mensagem com a acção e não com as palavras;
  • Sensibilizar para o que se quer ver publicado, e fornecer a base de dados necessária para essa notícia;
  • Estabelecer uma relação o mais profissional possível, sem desrespeitar o facto dos jornalista receberem constantemente informação desnecessária;
  • Evitar ser a fonte dessa informação desnecessária
  • Inovar todas vezes
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